
Eles estavam na linha de frente quando o Mundo parou. Eles não estavam em casa, estavam em serviço. A Pandemia levou vidas, mas não pode levar a Justiça.
Este é um memorial aos servidores e servidoras do sistema penitenciário do Estado do Rio de janeiro que perderam suas vidas durante a pandemia de Covid-19, enquanto cumpriam sua missão na atividade essencial de segurança pública.
A pandemia de Coronavírus foi uma crise sanitária que rapidamente atravessou fronteiras e atingiu o mundo inteiro, chegando também ao Brasil e ao interior das nossas Unidades Prisionais, onde milhares de trabalhadores continuaram exercendo suas funções para garantir a segurança da sociedade.
Enquanto grande parte do país precisava se recolher para enfrentar o vírus, policiais penais e servidores do sistema prisional permaneceram em seus postos. Seguiram trabalhando dentro de ambientes de confinamento, superlotação e contato permanente com a população custodiada, visitantes que acorriam às Unidades Prisionais para levar bolsas e bolsas de alimentos, remédios e produtos de higiene pessoal. Os policiais penais seguiram em atividade para assegurar a ordem, a custódia legal de pessoas privadas de liberdade e a estabilidade do sistema penitenciário.
Foi nesse cenário que companheiros e companheiras foram vitimados pela Covid-19. Cada vida perdida representa muito mais que um número em uma estatística. São histórias de dedicação ao serviço público, trajetórias de luta, de compromisso com a segurança e com a dignidade do trabalho. São chefes de família, pais, mães, filhos, filhas, amigos e amigas que deixaram marcas profundas em suas famílias, em seus colegas de profissão e em todos aqueles que conviveram com eles.
Honrar essa memória significa não permitir que suas histórias sejam esquecidas.
Nossa luta é pelo reconhecimento da verdade dos fatos: que aqueles que adoeceram e perderam a vida no exercício da função tiveram sua saúde exposta em um ambiente de trabalho de risco, enquanto cumpriam uma missão essencial para o funcionamento do Estado. Reconhecer a Covid-19 como acidente de trabalho nesses casos não é apenas uma questão jurídica ou administrativa. É uma questão de justiça, de respeito e de dignidade para com aqueles que tombaram enquanto trabalhavam.
Que a memória desses profissionais continue a inspirar nossa luta coletiva. Que a sociedade e as autoridades compreendam a dimensão humana dessa história. E que o legado deixado por cada um deles fortaleça a convicção de que nenhuma vida dedicada ao serviço público pode ser esquecida ou tratada com indiferença.
Wagner Barros de Moura
Peterson Costa de Oliveira
Gustavo da Cruz Oliveira
Lívio Carlo Silva
Ozias Gomes de Souza
Sidnei de Oliveira Alves
Júlio Cesar Marques da Cunha
Claudia Cristina de Oliveira
Ivan da Silva Cerqueira
Haroldo Paixão
Alexandre Ferreira dos Santos
Jorge Guttemberg dos Santos Souza
Renato Souza Rodrigues
Iranilson Pinho Duarte
Alexander Souza de Faria
Marcus Aurélio Abreu Siqueira
Leandro Dariglio Alsina
Marcelo Francisco dos Santos
Av. Treze de Maio, n°. 13 – sala 709 Cinelândia, Rio de Janeiro
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