ALERTA: SEPPEN marca novo Pregão, ignora reivindicação dos policiais penais e impõe sigilo em processo do Auxílio-Alimentação

A novela da alimentação na Polícia Penal do Rio de Janeiro ganhou novos e preocupantes capítulos. A, agora, Secretaria de Estado de Polícia Penal RJ (SEPPEN) agendou para o dia 02/04/2026 a nova data do pregão eletrônico para a contratação da empresa que fornecerá alimentação ao efetivo carcerário. No entanto, o que deveria ser um processo administrativo transparente está cercado de controvérsias, suspeitas e um nítido descaso com o servidor.
 
SUSPEITAS DE VAZAMENTO E FAVORECIMENTO
Circulam na mídia e nos bastidores informações gravíssimas sobre um suposto vazamento de dados internos que estaria beneficiando empresas concorrentes no certame. Se confirmadas, essas irregularidades repetem fantasmas do passado, onde a alimentação na SEAP foi palco de investigações do Ministério Público, fraudes e prisões de cúpula. O Sindicato permanece vigilante, a licitação de bilhão não pode servir a interesses obscuros enquanto o policial penal segue desvalorizado.
 
O “SILÊNCIO ENSURDECEDOR” SOBRE O AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO EM PECÚNIA
A SEPPEN continua a ignorar solenemente a reivindicação da categoria. Através do processo SEI-210001/004507/2026, o Sindicato reiterou a necessidade de que o auxílio-alimentação seja pago em pecúnia (direto no contracheque), garantindo a verdadeira isonomia com as demais forças de Segurança Pública do Estado.
A rejeição ao auxílio via cartão é uma realidade entre os policiais penais, que veem no modelo uma restrição à sua liberdade de escolha e ao seu poder de compra. Dados do Sindicato revelam que 81,4% dos servidores optam pelo pagamento direto no contracheque (pecúnia). Esse índice reflete a realidade de quem está no serviço operacional, que compôs a maioria dos participantes da pesquisa. No entanto, em vez de abrir diálogo, a SEPPEN mantém a imposição de um processo de licitação para modelo de cartão instável e dependente de contrato temporário com empresa terceirizada.
 
FALTA DE TRANSPARÊNCIA
Em uma manobra que levanta ainda mais suspeitas, a Administração tornou restrito o processo SEI-210001/123126/2025 da licitação para empresa para alimentação do policial penal. O que antes era público e permitia a fiscalização da categoria sobre os trâmites do auxílio-alimentação, agora está sob sigilo.
Por que esconder o processo agora? A falta de transparência é o primeiro passo para a imposição de medidas arbitrárias. O fechamento da visualização dos autos apenas corrobora a tese de que a gestão trabalha de costas para os seus policiais.
 
VALORIZAÇÃO É DIÁLOGO E RESPEITO
A Polícia Penal não aceitará ser tratada como “segurança de segunda classe”. Enquanto outras forças gozam de benefícios consolidados e permanentes, a SEPPEN tenta empurrar um modelo viciado e terceirizado. O Sindicato reafirma que valorização se faz com isonomia e decisão política, não com falta de diálogo e processos sigilosos.

 

Picture of Elisete Henriques

Elisete Henriques

Comentários

Av. Treze de Maio, n°. 13 – sala 709  Cinelândia, Rio de Janeiro

Newsletter

Fique por dentro das novidades e notícias

Todos os direitos reservados © 2020  |   Sindsistemas por