Sindicato protocola ofícios cobrando inclusão da Polícia Penal entre os órgãos excepcionalizados no RRF

Reconhecer a Polícia Penal como órgão essencial é corrigir uma falha estratégica que afeta todo o sistema de segurança.
O Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Rio de Janeiro informa que protocolou três ofícios institucionais cobrando do Governo do Estado a adoção de medidas urgentes para incluir a Polícia Penal (SEAP) no rol de órgãos de segurança pública excepcionalizados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Os documentos foram encaminhados à secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa, ao governador Cláudio Castro e ao líder do Governo na Assembleia Legislativa (ALERJ), deputado Rodrigo Amorim. Nos ofícios enviados à secretária Maria Rosa e ao governador, o Sindicato expõe que a não inclusão da Polícia Penal entre os órgãos excepcionais do RRF configura uma “falha estratégica” que compromete o funcionamento do sistema penitenciário e rebaixa, de maneira injustificável, a posição institucional da categoria em relação às demais forças de segurança estadual.
O texto ressalta que a Polícia Penal desempenha funções essenciais para a manutenção da ordem pública e para o equilíbrio de todo o sistema de segurança, sendo responsável pela custódia, vigilância, segurança, monitoramento, movimentação e contenção de pessoas privadas de liberdade — atividades que, conforme o próprio Governo reconhece em outras pautas, são de alto risco e imprescindíveis ao Estado.
 
Cobrança política à liderança do Governo na ALERJ
O ofício destinado ao líder do Governo, deputado Rodrigo Amorim, destaca a contradição existente entre o discurso oficial de valorização das forças de segurança e a exclusão da Polícia Penal do grupo excepcionalizado.
O documento provoca reflexões sobre a coerência administrativa do Governo e solicita que o parlamentar utilize sua posição estratégica para interceder diretamente junto ao Executivo, garantindo que a Polícia Penal receba o mesmo tratamento institucional conferido às demais forças de segurança, para correção das distorções e fortalecimento da categoria.
Com o protocolo simultâneo dos três ofícios, o Sindicato busca abrir canais de diálogo institucionais, políticos e administrativos para reparar uma distorção que se arrasta desde o envio do cenário-base do RRF ao Governo Federal.
A expectativa é que o Governo reconheça a urgência do tema e promova as adaptações necessárias para assegurar à Polícia Penal o devido enquadramento no regime excepcional, permitindo avanços estruturais, orçamentários e funcionais compatíveis com suas atribuições constitucionais.
O Sindicato reforça que continuará acompanhando o andamento das respostas oficiais e manterá a categoria informada sobre cada etapa do processo. Novas ações políticas e institucionais também estão sendo avaliadas para garantir que o pleito seja atendido de forma definitiva.

 

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Elisete Henriques

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