
De absoluta relevância, o tema ganhou espaço de discussão numa iniciativa inédita e pioneira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), que criou a Comissão Especial com o objetivo de promover diálogo e reflexão sobre temas como a saúde mental dos profissionais da segurança pública.
Na terça-feira (27/05) aconteceu o lançamento da Comissão Especial de Segurança dos Direitos dos Policiais Civis e Militares da OABRJ, no Plenário Evandro Lins e Silva, na Avenida Marechal Câmara, 150. Presidente da Comissão Especial, o delegado de Polícia Civil aposentado, Orlando Zaccone, informou que fará proposta, à presidente da OAB, Ana Tereza Basílio, para alterar o nome da Comissão para Comissão Especial de Segurança dos Direitos dos agentes de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Além de Zaccone, fizeram parte da mesa diretiva o Delegado de Polícia Federal aposentado e Secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Cesar Carvalho dos Santos; o Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e professor de Sociologia Jurídica da UERJ, João Batista Damasceno; o Diretor do Departamento de Cultura e Eventos da OAB, Júnior Rodrigues, e o Secretário-Geral da OAB/RJ, Rafael Borges.
Sobre o tema do primeiro debate da Comissão Especial da OABRJ, “Saúde Mental, o silencioso problema da Segurança Pública”, o presidente da Comissão, Orlando Zaccone, destacou que hoje morrem mais policiais por suicídio do que em confronto dentro e fora de serviço. E, isso não é dito. A Comissão surge como contribuição para unificar a categoria dos trabalhadores policiais e juntos pensar em como articular para enfrentar os desafios de garantir direitos fundamentais, também, para os policiais.
O evento teve início com uma homenagem ao policial José Antônio Lourenço, agente da CORE, tropa de elite da PCERJ, que foi executado numa operação da Polícia Civil, na Cidade de Deus. O presidente da Comissão, Orlado Zaccone frisou que a homenagem foi extensiva a todos os policiais que perderam as suas vidas trabalhando, e destacou que o ocorrido não pode ser considerado (meramente) como acidente de trabalho, mas como algo muito grave, um problema que precisa ter um olhar de atenção da sociedade.
Para a homenagem, o Policial Civil Edevaldo de Oliveira, Vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol-RJ), falou em representação ao presidente da instituição sindical, Wagner de Paula.
“Um policial muito alegre e muito querido dentro da corporação, assim era José Lourenço, o Mocotó, para os mais próximos. Diretor Jurídico do Sindicato dos Policiais Civis RJ, ele não era simplesmente o excelente policial, o excelente combatente, era a pessoa do José. Fazia cada uma de suas funções de maneira excepcional, amava estar dentro da Polícia Civil e escolheu estar com os seus no momento dessa fatalidade. Para quem fica, e principalmente para a família, é uma dor que vai muito além do que é ser policial. Só quem vive isso daqui sabe o que cada um de nós passa. Temos um cenário hoje no Rio de Janeiro, excepcional, e combatentes estão tombando a cada dia. Recentemente, tivemos um piloto baleado, temos um operacional que perdeu a visão, temos o José que foi morto, e por conta dessa criminalidade do Rio de Janeiro nós perdemos o João Pedro Marquini, na Grota Funda. Então, muitas coisas no que tange à segurança pública precisam mudar” , destacou Edevaldo.
Av. Treze de Maio, n°. 13 – sala 709 Cinelândia, Rio de Janeiro
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